"O Atlas Esmeralda" de John Stephen

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012



O Atlas Esmeralda é uma divertida aventura, agradável tanto ao seu público alvo (infantojuvenil) quanto à galerinha um pouquinho mais adulta.

O autor John Stephens é um velho (des)conhecido da galera: além de roteirista e produtor, deu pitaco em três dos seriados mais adorados pela garotada: The O.C., Gilmore Girls e Gossip Girl. Com essa bagagem, era de se esperar que o cara tivesse mão cheia pra coisa, certo? Bom, é bem verdade que o roteiro deste Atlas Esmeralda é bem construído, mesclando momentos de tensão e de aventura com dramas pessoais e narrativa. Já para o final do livro os capítulos ficam mais curtinhos, acompanhando a velocidade dos acontecimentos e um pouco depois da metade da trama intercalamos a narrativa, acompanhando os dois núcleos que se formam. John Stephens faz uso do narrador onisciente e, de vez em quando, brinca em interferir na história, deixando escapar aqui e ali sua própria percepção diante dos fatos.

Para quem já está na faixa dos trinta (caham!mentira!) como eu, é possível notar as diversas fontes nas quais o autor bebeu para compor sua mirabolante história, tais como Peter Pan, A história sem fim, Senhor dos Anéis, Harry Potter, Os Gonnies, Moby Dick, Conan, o Bárbaro, Nanny McPhee e por aí vai. Embora o mote inicial seja um pouco manjado (três irmãos que são abandonados pelos pais e passam boa parte da infância rodando de orfanato em orfanato, sendo maltratados por todos e se perguntando se um dia haverá luz no fim do túnel e, uma vez tendo encontrado a saída, descobrem-se “predestinados” a algo muito importante), Stephens demonstra extrema habilidade em confirmar que sim, todas as histórias já foram escritas, mas se você conseguir misturar bem os elementos bacanas de cada uma de suas favoritas e adicionar uma pitada de imaginação e um tanto de magia, uma nova história pode surgir, tão ou mais bacana que aquelas que lhe antecederam.

Uma coisa que percebi no decorrer da leitura foi o excesso da gíria “tá”; é necessário que os leitores saibam que ao ter um livro em mãos, eles terão exemplo do bom português sendo administrado. Quando os três revisores optam por colocar o tempo todo o “verbo” “tá” (em vez do verbo correto, ‘está’), a coisa fica meio esquisita. Quero dizer, eu entendo que seja um livro infanto, com crianças como protagonistas e que no calor do momento a gente fala “tá” mesmo; entretanto, em diversas oportunidades dava para simplesmente colocar o verbo corretamente (está). Sou da opinião de que é nesses pequenos detalhes que contribuímos (ou não) para a formação vocabular dos leitores.

Por ser uma trilogia, espero que o quesito acima não se repita, pois, afinal, a trama é muito gostosinha e se desenvolve sozinha, sem a necessidade do uso da gíria como artifício.


Por Janda Montenegro.

9 comentários:

Luciara disse...

oi Janda,

estou com muita vontade de ler esse livro, mas acho que vou esperar lançar os outros antes para ler tudo de uma vez, rsrsr.
beijos.

Daniela Tiemi disse...

Faz tempo q estou querendo ler este livro, preciso arranjar um tempinho...rs. Affff, não gosto de livros com excesso de gírias e escrita excessivamente coloquial... =P
rsrs.

Bjo.

Adrianatbnu disse...

Também não gosto do uso de gírias, é claro que as vezes dependendo do contexto elas até se justificam, mas quando o uso é forçado me incomoda bastante.
Quanto ao livro até tenho vontade de ler embora fantasia não seja meu gênero favorito.

Sora Seishin disse...

Oie!
Gostei da resenha da Janda! Eu já li o livro e também curti. Assim como você (quase 30! aham) também percebi as diversas fontes onde o autor se inspirou.
Não tinha percebido o uso do "tá" no lugar de "está", acho que já me acostumei com o "tá"...

Beijos,
Sora - Meu Jardim de Livros

Eduarda Menezes disse...

Isso da gíria é bem complicado mesmo, mas as vezes é de acordo com a tradução também! Pode ser que no original ele utilize desse linguajar mais de rua, e os tradutores tenham decidido manter, ou não né, enfim! Sei muito bem como essas coisas vez por outra realmente incomodam na leitura em geral, pois querendo ou não nós estamos acostumados a falar de um jeito e escrever de outro!!
Sou louca para ler esse livro, adoro infanto-juvenil, e a trama e capa desse me conquistaram desde o início! Com certeza pretendo lê-lo e gostei do fato do autor intercalar ideias de várias histórias já conhecidas para formar a sua própria!

Beijos

brumiranda disse...

Um livro com "tá" também me incomoda. Se for com crianças eu acho tudo bem nas falas, mas de um modo geral eu acho que os escritores deveriam evitar, mesmo que não seja ideal para o personagem..
Essa mistura toda de várias histórias parece ser bem legal! Fiquei curiosa no que daria tudo isso junto e misutrado! hahaha

Beijos :)

Meyre Christina disse...

Não sei porque, mas esse livro não me chamou a atenção em nada. Logico que é infanto, etc. Mas terminei de ler As Cronicas de Narnia e amei. Acho que é essa capa, que não me chama a atenção.Bjkss

Naniedias disse...

Eu adorei a história - achei super divertida =)
Mas, Janda, sabe que o tá nem me incomodou tanto?! Os verbos no imperativo conjugados em segunda pessoa me incomodaram muito mais ><

Beijos,

Nanie - Nanie's World

FlaviaMolina disse...

Ainda não conhecia esse livro, mas pelas referencias acho que irei gostar . The O.C., Gilmore Girls, A história sem fim, Senhor dos Anéis, Harry Potter, Os Gonnies e Conan , gosto de tudo !! Certeza que quero ler !!


Bjinhuss !!!

{Lendo} Dominique

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{Lendo} Daniela