[Admirável Mundo Literário] Gosto literário não se discute, muito menos se lamenta!

sábado, 3 de março de 2012


Como uma leitora obsessiva de carteirinha, nada me enfurece mais que o preconceito literário. Ler e ter uma opinião de um livro é uma coisa, outra completamente diferente é julgar uma leitura em que jamais se aventurou.

Sou uma pessoa que nascida em um país de maioria não leitores, por isso sinto certo orgulho cada vez que vejo nas ruas pessoas lendo, não importa se é jornal, gibi, revista, romance de banca, autoajuda, best seller ou clássico. Afinal, é uma pessoa que lê em um país de analfabetos literários! Alguém que não tem medo de ser positivamente diferente da maioria! Pois, como leitores apaixonados, sabemos o quanto é difícil assumir tal paixão sem que não haja tantas pessoas nos enquadrando em algum estereótipo ridículo.
Como se não bastasse de ter enfrentar estes tipos de preconceitos, o leitor tem que lidar com preconceitos de outros leitores - pseudo intelectuais - que querem lhe julgar pelo livro que escolhe. Sofro preconceito pelas minhas escolhas literárias por todo o lugar. E preconceitos contraditórios inclusive. Da mesma forma que há quem menospreze YA e best sellers, há quem o considere louco por gostar de ler uma obra clássica como a de Machado de Assis, por exemplo.
O fato é que não leio para provar nada a ninguém, muito menos minha capacidade intelectual. Não leio por um status. Leio por meu completo prazer, leio por um vício, uma paixão que é difícil para muitas pessoas entenderem. Porém, não quero que entendam, quero que simplesmente me respeitem. E isso serve para tudo neste mundo.
Contudo, me incomodo muito ao me deparar com profissionais do livro ou professores que possuem preconceito literário. E, infelizmente, já me deparei com muitos por aí que são arrogantes o suficiente para julgar suas escolhas literárias melhores que a de outros.
Mas como fazer alguém se apaixonar pela leitura quando se impõe o que se considera bom para esta pessoa? Cada pessoa deve descobrir sozinha o que é bom para si, dependendo de seu gosto e maturidade literária.
Todo livro irá nos acrescentar algo desde que a pessoa saiba extrair algo bom da leitura. O importante é o leitor aprender a se perguntar: "O que eu aprendi com este livro?". O que adianta ler um clássico se o leitor não absorve ao máximo das lições da leitura? Se não souber questionar? Então, não valerá muito mais a leitura de um best seller que de alguma forma remexeu sua alma e o fez ver o mundo de uma maneira diferente? E, não é muito melhor quando aprendemos algo através de alguma coisa que nos traz prazer? Pouco aprendi com os livros que fui obrigada a ler, mas muitos dos livros cuja leitura eu escolhi - clássicos, ou estes livros YA, juvenis, que as pessoas tanto criticam -, abalaram meu interior; minha visão de mundo; e até mesmo minha forma de julgar outras leituras. Pois, preciso confessar, já fui literariamente preconceituosa. Só resolvi ler Harry Potter, por exemplo, há uns três ou quatro anos quando decidi quebrar a barreira do preconceito e me permitir sentir, antes de tudo, prazer com minhas leituras.
Ao invés de criticar, vamos aplaudir uma pessoa que escolhe o livro como sua forma de lazer - e consequentemente de aprendizado. Vamos nos permitir sentir o prazer de uma leitura, e vamos quebrar nossas próprias barreiras, nos permitir a experimentação coisas novas.  Principalmente vamos parar de julgar o que não conhecemos e a respeitar as opções literárias de cada leitor. 
O mais importante é, sim, a leitura. O conteúdo será avaliado por cada leitor de maneira diferente, de acordo com sua experiência de vida, seu grau de instrução, sua forma de sentir, enxergar e questionar. A própria leitura ampliará suas visões e o fará buscar por novos desafios literários. 
O fato é que gosto literário não se discute, muito menos se lamenta. Parabéns a você que é um leitor, independente do livro que você escolhe para ler.

Por Daniela Tiemi

30 comentários:

Aline T.K.M. disse...

Concordo plenamente que o gosto literário, assim como o gosto pessoal em relação a qualquer outra atividade, deve ser respeitado. Quem julga ou critica, a meu ver, é gente insegura quanto às próprias escolhas. E o engraçado é que é bem isso que você falou, a pessoa é criticada tanto por gostar de x como de y, ou seja, sempre haverá quem critique. Gosto de gêneros diversos, e sei que tem gente que enxerga isso como falta de consistência talvez, mas ao mesmo tempo, os que leem um só gênero também são apedrejados. Enfim... o importante é ler o que nos satisfaz e tirar o melhor proveito disso!

bjo
escrevendoloucamente.blogspot.com

Folhas de Sonhos disse...

Toda forma de leitura deve ser válida, uma vez que é um ponto de partida para muitas outras leituras, penso assim. Ou seja, com certeza não se deve criticar a leitura alheia, porém é importantíssimo o incentivo do desbravar novos conhecimentos, não se fixando em apenas um único gênero literário, o que também limitaria muito o leitor, considerando "leitura" como um caminho para libertação da mente e apoio ao um leitor mais crítico e reflexivo.

Ah... o que é livro YA? Pode responder por aqui que eu volto.

Beijocas,
Luciana

lizziepereira disse...

Admito que ultimamente ando com um pouco de preconceito com YA, tudo anda tão igual que nem passo perto das prateleiras. Mas não é por isso que eu julgo aqueles que leem esse genero. Gosto literário é algo pessoal demais para ser criticado, então eu nem me meto. Adorei o que você disse, cada um absorve a leitura como quer e com o que quer. Aqueles que não tem paciência com livros clássicos pouco ou nada vai absorver lendo um somente por ler, e é isso que os professores de português parecem não entender.

Mas é claro que, mesmo possuindo um gosto por determinado gênero, ficar somente nele é algo ruim. Preconceitos devem ser quebrados, como você fez com HP. Não é pq alguém gosta de YA que vai ler somente isso, assim como ninguém deve ler somente os clássicos da vida. Acho que devemos dar chances para todos os tipos, talvez principalmente com aqueles que temos repulsa.

Beijo!

Daniela Tiemi disse...

Oi, Luciana! YA = Young Adult, ou seja, Jovem Adulto. "Crepúsculo" é uma série YA, assim como "Jogos Vorazes" (que além de YA, é uma distopia), série Sussurro, e o último livro q resenhei por aqui "Antes que eu vá", são todos exemplos de livros YA.
=0)
Bjo.

Garotas eLivros disse...

Belo texto Dani!
Concordo com o que vc disse! Só porque alguém não gosta de um tipo específico de literatura, não cabe a ela usar de más palavras a uma pessoa que gosta. Eu não gosto de livros de auto ajuda, acho verdadeiramente um saco. Mas tem MUITA gente que admira esses livros, que cresce com eles, que vivenciam novas experiências a partir do que foi assimilado em sua leitura. Não os condenarei jamais. Assim como eu me identifico com livros YA, eles o fazem com os de auto ajuda. E por aí vai. Ninguém é obrigado a gostar de tudo. Ninguém é obrigado a agradar a todos. o que basta é cada um se sentir feliz com aquilo que gosta, com aquilo que ela escolheu.

Danni
garotas e Livros

Adrianatbnu disse...

Concordo! Tem alguns livros que as pessoas leem que não me chamam a atenção, sobrenaturais por exemplo, eu não leio, mas não critico quem lê. É a mesma coisa com romances de banca, que eu já li muito, mas hoje em dia não gosto mais, mas entendo perfeitamente por que as pessoas gostam deles.
Quando vejo alguém lendo em algum local público, seja lá o que for, sinto uma identificação com a pessoas imediatamente, só por que sei que temos uma paixão em comum embora com certeza gostos diferentes.

Daiane Santo disse...

Acredito que toda forma de leitura conduz a mente a um lugar maior e melhor. Amo ler e sou apaixanda por literatura. Tenho minhas preferências como clássicos e alguns romances contemporâneos, mas acredito que ler é algo coletivo, mas ao mesmo tempo extremamente pessoal, pois buscamos o que nossa mente precisa para crescer e viver.

Por isso, acredito que as escolhas que fazemos para ler, não é melhor nem pior do que as dos outros, mas do tamanho certo para nossas buscas e, isso, pra mim, tem uma relevância enorme.

Há pouco tempo li Harry Potter e não poderia ter feito escolha melhor. Dias e dias na companhia de personagens que somente viveram a amizade, a força, desejo, mudanças e sempre com uma pitada de certa nornalidade, mesmo sem ser.

O que mais gostei em Harry Potter, além da extensa criatividade e magia, foi a forma humana como os personagens foram caracterizados. Vemos eles crescendo, errando, amadurencendo e um roteiro cheio de perdas e dor. Para aqueles que pensam que trata-se de uma leitura infanto juvenil, surpreenden-se com a capacidade evolutiva e sagaz da séria.

Isso prova que não podemos julgar um livro pela capa ou popularidade, mas pelos nossos próprios olhos que ao encontrarem-se com a história, podem traçar sua própria opinião.

O texto foi muito pertinente.

Daiane

FlaviaMolina disse...

Concordo plenamente com o post , mais infelizmente o preconceito é muito grande , e não somente em relação a livros, mais a musica que se escuta , os programas de tv que se assistee etc. As pessoas tem a dificuldade de entender que cada um tem um gosto , e nenhum é melhor que o outro é apenas diferente , e que algumas coisas consumimos somente por entreterimento e prazer .

Bjinhusss !!

Cristiane dornelas disse...

O importante é ler. É isso que importa! Mas o Preconceito...Hum...tenho que dizer que eu tenho "ressentimento" com livros nacionais, não preconceito, porque escrever um livro, independente do que digam dele, é uma tarefa árdua, que requer esforço e empenho seja lá como esse esforço for reconhecido e eu RECONHEÇO o trabalho pelo todo. É por isso que respeito os autores nacionais, mas mesmo assim tenho que admitir que tenho certo preconceito com a leitura de nacionais. Mas nunca fiquei falando mal dos livros e dizendo que tais são melhores que outros, assim como você citou. Isso é ridículo gente, patético até, porque um gosto não é melhor que o outro, um autor não é melhor que o outro, e não podemos fazer esse papel ridículo de dizer que nosso gosto em tal gênero é melhor que outros. Livros são livros, que contam histórias independeste do que estejam falando, e devemos respeitar isso mesmo quando não gostamos. O importante é ler!

Simone disse...

Infelizmente existe 'pre-conceito' sim, literalmente falando uma idéia 'pré-concebida.' Existe preconceito contra leitura brasileira, contra 'chick-kit', e por aí vai.
Diversidade de opinião sempre é válida, mas sob uma ótica positiva e fundada em conhecimento e opinião.

Niii disse...

Boa Dani,
adorei o post!
O importante é LER! Seja lá o que for! =)

beijo

Nii
Faz Parte...

Folhas de Sonhos disse...

Entendi, obrigada :)

npires2 disse...

Nossa, falou tudo!! Adorei, serião *-*
Sabe que eu estava pensando sobre isso esses dias?? Porque li em algum lugar, não me lembro qual o site, mas a pessoa escreveu algo mais ou menos assim: "se for para ler um livro ruim, é melhor não ler nada" e com ruim ele quis dizer best sellers, YA, entre outros... E tinha até uma lista com os piores livros de todos os tempos, no qual um dos livros do Harry Potter ou dois estavam listados...
Isso me revoltou muito, porque sinto na pele o preconceito dos idiotas que ficam me zoando só porque uma das coisas que mais gosto de fazer é ler e ainda tenho que aguentar esses pseudo intelectuais?? Ah, vai se ferrar, meu... Como você escreveu, eu também não quero que me entendam, só que me respeitem!!
Ah!! E essa frase para mim disse tudo: "Afinal, é uma pessoa que lê em um país de analfabetos literários!"
Parabéns pelo texto!!

Nan Pires

Max disse...

Olá Daniela,


Muito bem, é isso mesmo. Confesso que não gosto de livros românticos - apesar de ter lido muitos, justamente para quebrar qualquer limitação que minha mente possa ter - mas nunca tentei persuadir ninguém a não ler tais livros. Cada um ler o que quer e ponto final.
Lembro-me que a primeira leitura da minha vida foi um gibi do Pato Donald, que leio até hoje.
Meu contato com a literatura clássica veio meio tardio. Lia muitos livros que os professores determinavam e nunca encontrei satisfação ao lê-los. Um dia, um amigo chegou com um livro chamado “Um Estudo em Vermelho”, peguei emprestado e, desde então, me reencontrei com o prazer de ler. Ora um clássico, ora um Best-seller, o fato é que ler é uma experiência maravilhosa.

http://maxliteratura.blogspot.com/

Dominique disse...

Ponto para vc, Dani. Ótimo texto!

Odeio tb quem critica nossas opções literárias e antes de tudo, nem é um leitor. Pior ainda é aquele que se acha superior por ler somente livros papo cabeça. Nada contra, eu também curto de vez em quando, mas também gosto de livros descontraídos, onde eu possa curtir por lazer. =)

Enfim, compartilhamos o mesmo sentimento!

Sora Seishin disse...

Dani, aplausos para você!!!
Cada um gosta de uma coisa e ninguém é obrigado a gostar do que o outro gosta. Mas respeito, isso sim, é uma obrigação. Infelizmente, tem gente que vive para criticar os outros, ao invés de olhar para o próprio umbigo.
Eu gosto de chick-lit, terror, fantasia, policial, YA, romances de banca... sou assim e não vou mudar.
E o que a gente tem que falar para quem encher o saco é: pague minhas contas e ganhe o direito de falar sobre a minha vida ;)
Ótimo post!!

Beijos,
Sora - Meu Jardim de Livros

Cláudia Charão disse...

Oi Daniela

Concordo contigo, acho que cada um deve ler o que tiver vontade, e alias qualquer tipo de preconceito é ruim, vindo de pessoas supostamente esclarecidas então ... pior.

;)

Mey disse...

Acho um absurdo alguem que pensa que sabe mais ou é mais importante do que outro, simplesmente porque tem gosto diferente deste. Quem disse que musica classica te faz melhor do que quem gosta de funk? Quem disse que literatura classica te faz melhor do que quem lê romance de banca. Para mim isso apenas demonstra intolerancia e ignorancia. Pessoas assim, não me agregam nada, então simplesmente ignoro sua presença e opinião. Gosto do que gosto e quem não gostar que se dane. Pronto, falei...esse tipo de postura me deixa doida de raiva. Adorei sua frase e repito: "Parabéns a você que é um leitor, independente do livro que você escolhe para ler.". Bjksss.

Rafaela Lopes disse...

Ei Dani, adorei seu texto, inclusive eu fiz um assim, não exatamente igual ao seu, mas na mesma linha de pensamento, e que vai ao ar terça no meu blog. É realmente muito duro ver que pessoas que se consideram cultas saem julgando os outros simplesmente porque temos gostos diferentes, inclusive foi no facebook do blog de vocês que comentaram sobre a senhora que falou que preferia ver os jovens sem ler, a ler literatura moderna não foi? Acho que você pode ler o melhor clássico do mundo, mas se você não se identificar não vai gostar e pronto, já li dos mais variados tipos de livros e gosto de praticamente todos os gêneros, menos auto-ajuda e biografias, mas não tenho nada contra quem lê esse tipo de livro, acho que é melhor estar lendo algo, por mais bobo que pareça ser do que está por aí se drogando.

Nattacha disse...

Nossa que texto maravilhoso, não tenho nem palavras para expressar o quanto concordo com você, com cada uma das suas palavras, acredito que leitura seja ela qual for, livro, jornal, revista, quadrinho, bula de remedio, é leitura.... E me encomoda muito o fato de professores e profissionais do livro, como você mesma citou, despresarem este ou aquele tipo de leitura, e quem dera impor o tipo de leitura certa, pois afinal o que é certo ou errado ler? Acredito que só quem lê sabe responder, e não cabe aos outros julgarar, apenas respeitar.
Deixo aqui também meus parabéns para todos que são leitores, nesse país de maioria não leitores!
Beijos :*

Fabianne Almeida disse...

"Leio por meu completo prazer, leio por um vício, uma paixão que é difícil para muitas pessoas entenderem. Porém, não quero que entendam, quero que simplesmente me respeitem. E isso serve para tudo neste mundo."
Esse trecho diz tudo!Para mim leitura é uma fonte de divertimento e há muitas pessoas que não respeitam essa forma de prazer.Confesso que tenho preconceito literário,mas estou tentando extingui-lo.

Fabianne

Carolina Lopes disse...

Acredito que ninguém é isento de um certo pré-conceito. Eu mesma não lia livros nacionais, mas aos poucos comecei a ler e hoje posso dizer que estou meio viciada neles.
Ainda tenho um receio com chick lit. Um dia eu supero!
Bjos, Carol.

Andreia Rainha disse...

Nunca tive nenhum preconceito qual qualquer tipo de livro e acho completamente errado quem tem. Se você não gosta do livro, apenas não leia e não critique o livro ou quem lê.

FabricaDosConvites disse...

Apoiadíssima Dani! Uma vez um amigo meu me questionou por eu está lendo Sidney Sheldon, que aliás eu adoro, sabe qual foi minha resposta? Quer ler algo inteligente? Então vai ler o dicionário!
Bjs, Rose.

Carolinices disse...

clap clap clap

Parabéns pelo texto, Dani!

Patrícia disse...

Concordo com tudo o que disse Dani. Eu sou a única da minha família que tem o hábito da leitura, então devido a isso minha mãe me incentiva muito. ODEIO esse preconceito que as pessoas tem com YA sem nem ao menos darem uma chance. Óbvio que nem todos são bons, e com certeza o mercado está saturado, mas existem ótimos livros.
Eu considero complicado inserir alguém pra ler, mais porque gosto pra leitura é tão pessoal que fico com dúvidas do que indicar. Comecei a ter esperanças quando minha prima de 11 anos(que não gostava de ler), apareceu aqui em casa com Minha Vida Fora de Série da Paula Pimenta falando que não conseguia largar o livro haha. Logo já disse a ela que emprestaria outros.

Na minha opinião o importante é ler :))

Suzy ♥ disse...

Concordo! Eu por exemplo gosto de muitos estilos.

Marianna Santos disse...

Concordo plenamente que o importante é a leitura e que gosto literário não se discute. Mas, confesso que tenho minhas preferências por determinados gêneros o que às vezes me leva ao preconceito.

alininha_lima disse...

Acho que esse tipo de preconceito só faz a pessoa perder. Por exemplo conheci uma garota em um forum que julgava Harry Potter como um lixo e se achava o maximo por ser bacharel em Letras e ler Guimaraes Rosa, Oscar Wilde e etc, acontece que a garota nunca havia lido nenhum livro da séria, mas julgava por ser best selle ( como ela dizia leitura para as massas), até que um dia ela se arriscou... e disse que se arrependeu de não ter lido na adolescia e acha uma maravilha quem puder ler essa série na infancia... tá vendo... perdeu um tempão sem conhecer uma das melhores serie de todos os tempos, pq é fato que HP ajudou a formar muitos leitores compulsivos.
Bjs

Gabriela Brito disse...

Parabéns pelo post!

{Lendo} Dominique

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