"A culpa é das estrelas" de John Green

terça-feira, 29 de julho de 2014


Você me deu uma eternidade em nossos dias numerados.

Sei que a história de A culpa é das estrelas já é conhecida por todos e que conquistou uma legião de fãs, afinal, Hazel Grace e Augustus são personagens fantásticos e inesquecíveis. Impossível é não sorrir a cada virar de página e não sofrer junto com suas dores e sonhos frustrados. 

Meu primeiro contato com John Green foi através do livro Deixe a neve cair, onde ele escreveu um conto de natal com outras duas autoras. Divertido, romântico, dramático, eu prometi a mim mesma que iria ler tudo o que ele escrevesse, mas ACEDE estava fora dessa lista, eu estava em um momento em que não queria sofrer por um personagem, ler sobre morte, doenças. Eis que um tempo depois saiu o filme e fui obrigada a ir ao cinema conferir e me apaixonei por Hazel e por Gus e descobri que mais do que falar sobre a inevitabilidade da morte (todos um dia vamos morrer, cedo ou tarde), a história fala sobre a vida, sobre viver.

Hazel tem câncer terminal, já se conformou apesar de tudo de que em algum momento irá morrer. Sua preocupação principal é com os pais, do que acontecerá com eles após a sua morte. Enquanto esse dia não chega, ela prefere passar seu tempo lendo seu livro predileto Uma Aflição Imperial e ver programas na tv. Mas quando sua mãe decide que ela tem que se enturmar e para isso lhe é recomendado pelo médico a frequentar um grupo de apoio, ela acha tudo desnecessário, um saco completo. E, realmente, aquele grupo de apoio é uma grande piada! Rs! Mas é lá que ela conhece Augustus, seu grande amor, amigo e companheiro, o único que lhe entende, afinal, ele também já sofreu com o câncer. Entre conversas filosóficas sobre a vida e a morte, sobre perdas, amor, encontramos nesses jovens uma enorme vontade de viver, a curiosidade juvenil de explorar o mundo e obter o que há de melhor, apesar das circunstâncias.

Acredito que todos os leitores também se identificaram com a Hazel curiosa por saber o que acontece com os personagens de Uma Aflição Imperial, após a morte de Anna. Quantas vezes vivemos o mesmo dilemas, querendo saber o que aconteceu depois? Quem nunca sonhou em bater um papo com seu autor favorito sobre a história, os personagens? Creio que Van Houten foi uma decepção, impossível não detestá-lo!

Todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.

Hazel e Gus são uns fofos. Se eles lessem isso diriam que é porque eles tem câncer. Não, não é por esse motivo. E sim, porque existe química entre os dois, quando estão juntos tudo entra no eixo e fica mais bonito. Ah, estou piegas, desculpem! =)

Enfim, eu chorei e sorri com essa linda história que não me deixou em nenhum momento um sentimento ruim de tristeza, e sim, um sentimento de amor. A culpa é das estrelas entrou para o rol dos meus favoritos. Inimaginável seria se não tivesse entrado!


Minha classificação para esse livro é de  5/6- "Excelente".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.

A culpa é das estrelas. Green, John. Editora Intrínseca, 2014, 288 p.


3 comentários:

Rayme disse...

aah, fiquei tão feliz em ver sua resenha e saber que você gostou! *-*
li ele logo que foi lançado aqui. ganhei de presente e na época achei a história tão linda, tão maravilhosa, que sai emprestando ele para todo mundo conhecer a trama também! hahahaha
já li ele 2 vezes e o filme. ah, o filme eu perdi a conta já que quantas vezes eu assiisti! hahahaha

Sara disse...

Li esse livro quando ainda não era muito famoso. "Ninguém" conhecia, podemos assim dizer. Foi em 2011, de aniversário (no começo do ano rs). Um amigo meu me mandou mensagem em Anônimo no ask.fm perguntando qual livro eu queria de presente, entrei no catálogo da Intrínseca e vi esse. Nem l ia sinopse direito, só mais ou menos e olhei a capa, e falei então "A culpa é das estrelas", então ganhei. Agora ta assim ahsuahsuahsu até hoje não assisti o filme, mas disseram mesmo que era bom levar uns lenços e tudo mais, bastante água, pra não se desidratar kkkk mas dará tudo certo!!
Abraços! :D :33

Agnes Cristy disse...

Eu li o livro quando algumas semanas antes de fazer sucesso, me apaixonei pela escrita, mas depois de um tempo, lendo outros livros mais maduros, percebi que o livro é o tipo de escrita clichê(Só tirando a parte de ao inves sofrer pela morte, se confirmar e apenas aproveitar a a vida)

Mas eu adorei ler ele e não me arrependo.

escritasdeverao.blogspot.com.br

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