"Ligeiramente casados" de Mary Balogh

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014


- Eve - murmurou Aidan, com seus lábios nos dela-, meu amor. Meu amor mais querido. Eu amo você. Para Sempre. Por toda a eternidade. É o meu amor que lhe dou esta noite.

Esse é o ano dos romances históricos para mim e estou adorando a experiência. Afinal, quem não gosta de um bom romance? E Mary Balogh não decepciona, apesar de não ter me surpreendido com seu romance. 

O romance já começa em um campo de batalhas com o coronel Aidan Bedwin prestando uma última homenagem aos seus soldados mortos até que ele se depara com um dos seus capitães ainda vivo, mas nos seus momentos finais. Tendo uma dívida com o capitão que outrora lhe salvou a vida, Aidan não exita ao se comprometer em juramento de que cuidará custe o que custar da irmã do rapaz. Ele se surpreende ao conhecer Eve Morris, uma moça doce, generosa, mas muito forte e corajosa que tem sob sua guarda várias pessoas carentes, inclusive, crianças que ela considera como filhos. O falecimento do irmão colocou toda sua fortuna e propriedades em risco, pois se ela não se casar até o aniversário da morte do pai, tudo passará para um primo ambicioso que não lhe dará guarida nem condições de viver. 

Fiel à promessa que fez ao Capitão Morris, Ainda pede Eve em casamento alegando ser essa a única forma de salvá-la da ruína financeira e garantir um futuro honrado para ela e seus pupilos. Entretanto, seria um casamento de conveniência, depois da cerimônia ele não precisam voltar a se ver jamais. O que era para ser um casamento rápido e uma estadia juntos de apenas dois dias, se transformam em semanas, pois agora Eve Morris é uma Bedwin e precisa ser apresentada a Rainha e a toda sociedade. 

Mary Balogh é famosa por seus romances históricos e fazia tempos que eu tinha vontade de ler Ligeiramente Casados tendo quase comprado a versão portuguesa. Mas no quesito romance - apaixonado, sedução à flor da pele - do jeito que eu gosto, a autora ficou devendo muito. Em primeiro lugar, o casal não se apaixona imediatamente e sim aos poucos na convivência um com o outro, surge a admiração, seguida da atração para culminar na óbvia conclusão de que eles se amam e se apaixonaram um pelo outro. O que mais me chamou atenção é que mesmo após eles terem relações sexuais (intensas!), eles demoram muito para engrenar no romance e em assumir que o casamento deles não é somente de conveniência, e sim, para todo sempre, de corpo, alma e coração. 

Entretanto, isso é explicado pelo fato de que Eve era apaixonada por outro homem e por ser muito fiel aos seus sentimentos. Também Aidan é muito sisudo, nunca sorri e não permite que ninguém se aproxime sentimentalmente dele. Até nas relações sexuais, achei-o intenso sim, mas desprovido de amor, paixão. Mas ele é também muito fiel a tudo com que se compromete, inclusive, com o casamento. A honra e a moral vem em primeiro lugar, sendo ele um homem de fibra. Somente no final do livro é que a máscara cai e podemos conhecer um pouco sua história e os motivos dele ser tão frio que se encontram nas raízes de sua família. Vindo de uma das famílias mais famosas e ricas da sociedade, os seis irmãos são ousados, mas frios, calculistas, cientes de seu poder e riqueza.

Eu me casei com ela porque sou um homem de honra e protejo as mulheres sempre que isso está ao meu alcance. 

Realmente fiquei muito curiosa para conhecer a história do Duque Bedwyn, que se mostrou um personagem formidável, apesar da austeridade e da frieza. Mesclando momentos divertidos com romance na medida certa, a história não me decepcionou, mas tampouco me fez favoritá-la. Quem sabe no próximo livro?


Minha classificação para esse livro é de  3/6- "Bom".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.

Ligeiramente casados. Balogh, Mary. Editora Arqueiro, 2014, 288 p.





6 comentários:

Rayme disse...

é, quem sabe no próximo.. hehe
também não gosto quando o romance demora demais, gosto das coisas mais rápidas kkkkk
que pena que ele desagradou um pouco. pretendo ler ele ainda, mas confesso que não estou tão curiosa... ;x

Any disse...

Amo livros históricos, mas principalmente na época medieval: épocas diferentes, costumes diferentes...
Gosto bastante de livros com o tema casamento de conveniência, mas Ligeiramente Casados parece que deixa muito a desejar. Não li nenhum livro dessa autora, e confesso que esse aqui não está na minha lista de desejados.

Bjos .

Flávia Pachêco disse...

Eu gosto justamente quando o romance acontece assim, lentamente... Dá pra ver acontecer e tal, e não tudo acontecendo de uma vez só! Acho que pela época, pela história em si e pelo romance eu iria amar! Massss eu não gosto de ler livros que possuem cenas mais picantes, me sinto meio desconfortável sei lá, acho que ja disse isso por aqui né? Haha

drielymeira disse...

Adoro romances históricos, e depois de ver tantas resenhas positivas sobre esse livro, estou doida para lê-lo. Fiquei sabendo hoje que ele faz parte de uma série *-*

Georgia Germer disse...

Gosto mais de historias contemporâneas, apesar de que a resenha traz vários aspectos que talvez eu curtisse a leitura. Se fosse volume único ao invés de série, eu pensaria em dar uma chance.

Gladys Sena disse...

Não li nenhum desses históricos lançados ultimamente. Apesar de todos os elogios que li por aí.
O fato de ser série me desmotiva intensamente...
Bj.

{Lendo} Dominique

No Facebook:

{Lendo} Daniela