{Livros & Filmes} O Hobbit - Tolkien X Jackson

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014


O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, foi lançado em 1937 como um livro infantil, o que, de fato, é. A história acontece 60 anos dos eventos de O Senhor dos Anéis, e é o tio de Frodo, Bilbo Bolseiro, que protagoniza esta. Um simples hobbit do Condado, pacato e organizado, que um dia recebe a visita de um mago, convidando-o para uma aventura. Quando, um belo dia, recebe a visita inesperada de 13 anões em sua toca, tudo muda, e ele se vê no meio de uma grande aventura para recuperar a montanha e o tesouro que os pertence, que foram roubados por um dragão. No meio do caminho, ele conhece a Gollum e descobre o poderoso Anel. Muitos personagens aparecem na história e muitos lugares são visitados pela companhia de Thorin Escudo de Carvalho.

O livro tem uma pegada infantil: é um conto para crianças, portanto, a leitura é bem leve, mas não deixa de ser genial. São pouco mais de trezentas páginas, longe do calhamaço que é a saga do Anel. Porém, a trama é envolvente e deliciosa, uma verdadeira aventura no melhor estilo Tolkien de escrever.

Depois do sucesso da trilogia O Senhor dos Anéis no cinema, de 2002 a 2004, os olhos de todos os fãs se voltaram para este livro. Será que seria adaptado? Quando? Por quem? Como seria? Apenas em 2012, depois de muitas brigas judiciais, acordos e desacordos, entradas e saídas e problemas afins, O Hobbit - Uma Jornada Inesperada estreou nos cinemas.


O Hobbit - Uma Jornada Inesperada, é o filme que mais mantém o clima infantil do livro. Há uma ligação com o começo de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel e os atores Ian Holm e Elijah Wood fazem uma ponta como Bilbo idoso e Frodo. A partir daí a história começa a ser contada, pelas lembranças de Bilbo, de uma tarde em que um mago o visita e o convida para uma aventura.

Os trolls da floresta, os orcs, a companhia de Thorin Escudo de Carvalho, Valfenda, as águias e Gollum estão lá, nesse primeiro filme, assim como alguns personagens de SdA que retornam para que haja um entendimento da trama. São os participantes do Conselho Branco: Galadriel, Saruman e Elrond, assim como Gandalf. Tudo seria perfeito se Peter Jackson, o diretor, não tivesse inventado de fazer uma trilogia. Os poucos mais de 300 páginas do livro foram esticadas em 3 filmes de, em média, 3 horas de duração. Esse primeiro foi o que mais sofreu: fraco, esticado e lento, muito lento. Não o vi no cinema, mas mesmo em casa me senti cansada, parecia que o filme não acabava nunca! Muitas cenas desnecessárias, acréscimos e passagens pequenas do livro às quais foi dada mais importância do que deveria. O maior destaque, sem dúvida, fica para o encontro de Bilbo e Gollum na toca dos orcs, com o jogo de charadas.


Esse cartaz mostra bem o que aconteceu em A Desolação de Smaug, o segundo filme. Dos três elfos, apenas um está no livro, Thranduil, o rei dos elfos de Mirkwood. Legolas foi colocado como uma ponte de SdA e Tauriel foi inventada para inserir uma mulher forte na trama. Aliás, uma mulher mesmo, pois não há nenhuma no livro. Ela é uma mudança até bem-vinda, na minha opinião, visto que as mulheres no mundo de Tolkien ficam relegadas a esperar pela volta dos homens da batalha (vide Arwen e Éowyn). Ela é uma guerreira, comandante de exército, ela luta e protagoniza algo que seria impensável até para o próprio Tolkien: um romance de uma elfa com um anão, visto que as duas raças têm um ódio lendário uns pelos outros desde os primórdios da história da Terra Média (leia O Silmarillion). Mas, enfim, esse tipo de acréscimo foi duramente criticado pelos fãs e pela crítica, pois só fez esticar ainda mais uma história que não precisava disso, e acabou por deixar outras participações importantes delegadas a cenas pequenas, como o troca-peles Beorn, que aparece muito rápido e é um personagem importante e interessante.

Destaque para Lee Pace no papel de Thranduil, o rei divônico dos elfos. Ele já aparecia no primeiro filme, mas nesse tem uma participação maior na qual mostra toda a sua ganância e loucura. Destaque também para Luke Evans (Ebaaaaa!) no papel do barqueiro Bard, que também tem uma grande importância na história. E não podemos deixar de falar de Smaug, o dragão, que aparece e brilha nesse segundo filme. Seu diálogo com Bilbo nos salões de Erebor é genial e, embora muitos tenham reclamado que foi mais uma enrolação, achei que foi super necessário e enriquecedor. Porém, o destaque desse filme, para mim, foi a fuga dos anões nos barris (essa cena sim, mais esticada do que no livro), épica!


E, então, o final. O fim do segundo filme nos deixa nervosos, ansiosos e arrancando os cabelos, e o terceiro começa exatamente onde ele parou, sem explicações, sem momento para respirar, é tiro, porrada e bomba direto! O Bard aí nesse pôster é para ilustrar que o barqueiro de A Desolação de Smaug tem um papel ainda maior na história, e é o herói da primeira parte do filme, que se passa na Cidade do Lago durante o ataque do dragão. De lá a trama foca na iminente batalha entre os anões liderados por um Thorin cada vez mais enlouquecido, e os elfos liderados por Thranduil. Nesse bololô, os humanos, liderados por Bard, aparecem para cobrar sua parte no trato por ter ajudado os anões, para poderem reconstruir sua cidade. E então os orcs chegam para ferrar com tudo.

O grande destaque desse filme, para mim, é Richard Armitage no papel de Thorin. Seu olhar, sua voz, sua expressão, tudo nele demonstra a loucura do herdeiro de Erebor, e a chamada "doença do dragão". Sua ganância, cada vez mais forte, coloca todos os três povos em guerra. Uma atuação genial, de arrepiar.

Também revemos o Conselho Branco nesse filme. Galadriel, Saruman e Elrond aparecem em Dol Gundur e a dama élfica protagoniza uma cena que... digamos que achei que não fosse dormir depois daquilo. Sauron também aparece, e então a ponte para a saga do Anel está completa.

Uma coisa me incomodou: o visual do filme. Às vezes eram tantos efeitos que não parecia que estava vendo um filme real, mas um videogame, talvez. A participação de Beorn e das águias gigantes também foi algo mal aproveitado.


Agora preciso dizer: ATENÇÃO, RESENHA ALTAMENTE EMOTIVA.

Ainda estou em choque e com lágrimas reprimidas pela morte de três personagens MUITO queridos (não é exatamente um spoiler, né?) e eu estava realmente torcendo muito para que mudassem essa parte, mas não deu. Caíram vários ciscos no meu olho durante essas cenas, e olha que não sou de me emocionar tão fácil. A última fala de Tauriel com Thranduil me fez engasgar e a última fala de Thorin... Foi direto até meu coração congelado. Sério, foi emocionante. E é claro que não podemos esquecer de Bilbo Bolseiro! Ver o Condado pela última vez num filme inédito, e a música dos hobbits composta por Howard Shoe, fez meu coração ficar pequenininho, assim como ver os créditos finais. Não haverá outra adaptação de livros de Tolkien, pelo menos de acordo com Christopher, o filho do mestre. Ou seja, nem adianta sonhar com O Silmarillion (pra ser sincera, quado o li, a primeira coisa que me veio à cabeça foi "não dá pra fazer um filme disso, é como tentar adaptar o Gênesis ou o Apocalipse!". São muitas alegorias e muitas histórias, e com certeza não daria um filme comercial.

Então, é isso. Foram 2 horas de tensão, pancadaria e suor escorrendo dos nossos olhos, mas acabou. Na minha opinião, fechou com chave de ouro. Aliás, falando em fechar com chave de ouro, preciso comentar que Legolas foi ainda mais f***stico nesse filme! Mas suas flechas acabaram num momento bem crítico, o que me deixou meio chocada dentro do cinema. No geral, creio que o saldo da nova franquia foi positivo, apesar dos e$ticamento$ e das adições de Jackson. Um dia, eu verei as seis adaptações ininterruptamente, mas, como diria nosso velho Aragorn, esse dia não é hoje. Mas farei isso, pra matar as saudades da Terra Média, que já estou sentindo. E acho que todos os fãs também.



14 comentários:

Daniela Tiemi disse...

Sabe q nunca assisti toda a trilogia do Senhor dos Aneis? rs. So vi os dois primeiros e nunca terminei assistindo ao terceiro. Enfim... um dia, verei. Ja O Hobbit, assisti aos dois primeiros tb, e pretendo assistir ao terceiro. Serio q vc acha o primeiro mais chato? Eu achei bem bacana.. Ja o segundo... eh tanta cena de batalha q achei cansativo rsrsrs. Quero mto conferir o terceiro logo! =D

Flávia Pachêco disse...

Trezentas páginas para criança? É difícil achar uma que leia tudo isso :/ Acaba sendo pros jovens e adultos mesmo, haha. Bom, eu nunca assisti O Senhor dos Aneis e nem assisti nem li O Hobbit. Já ouvi muito falar dos dois, é claro, mas nunca tive a mínima vontade de conhecer essas histórias. Ouço muitas piadinhas com pessoas baixinhas falando que são Hobbits, hahaha. Parece ser meio cansativo, sei lá, e as cenas que não são cansativas são de pancadaria, é isso? Sei lá, continuo não tendo nenhuma vontade de ler esses livros e nem de assistir aos filmes!

Any disse...

Amo os Senhores dos Anéis , principalmente o último filme, O Retorno do Rei!!
Quando chegaram em casa com o filme Hobbit confesso que fiquei interessada por ser do mesmo criador, mas descobri que era o segundo da trilogia, o que me fez abandonar o filme antes da metade, começar assistido uma trilogia apartir do segundo não dá , não é ?!
Confesso que o pouco que vi achei interessante... É tão empolgante a participação dos elfos ... Também achei estranho o romance entre a elfo e o anão...
Sinceramente após ler esse post fiquei mais empolgada com o livro. É tão chato quando os diretores dos filmes "massacram" um livro em sua adaptação, não?!

Bjos !!

Karine disse...

Ah, tem que ver a partir do primeiro, mesmo, senão não vai entender muita coisa. Rsrsrs.

Karine disse...

Bom, são 300 páginas para crianças, mas para crianças de 1937. Kkkkkkkk. E é uma leitura leve, então acho que dá pelo menos pra ler pra uma criança.
Os livros de Tolkien são mesmo para quem gosta, não adianta forçar. Toda a mitologia, as civilizações, línguas, povos, etc criados por ele, toda a sua obra é genial. Não tem como explicar, só lendo mesmo, se esse tipo de literatura interessar, pq, se não, vai ser um tormento.

Karine disse...

Pois é, eu tbm não assisti ao último Crepúsculo até hoje, acredita? Kkkkkkkkkkkkkk. Um dia verei tbm. Quanto ao terceiro filme, bem, se vc achou o segundo cansativo por ter muitas batalhas, talvez ache esse pior ainda, pq não dá tempo pra respirar.

Daniela Tiemi disse...

kkkkkkkkk! Bem, nao tem nem comparação - Crepúsculo x Senhor dos Aneis -, neh?!! uhauaha

Dominique disse...

Aff. Vcs reclamando que não viram Amanhecer Part. II x Senhor dos Anéis. E eu que fui ver o último Hobbit e não vi o primeiro e o segundo filme e fiquei boiando? Rsrss!

ana caroline bastos disse...

Acho que sou a única pessoa que não gosta do Senhor dos anéis, mas me surpreendi com o Hobbit, muito bom o livro , nem sabia que era um livro infantil, nem parece.

Georgia Germer disse...

É muita gente, muitos personagens, eu me perco toda e não consigo me ligar aos filmes. Vejo por ver (mentira, vejo por motivos de: Legolas) (alerta poser detected), mas super achei com visual de videogame também. Pesaram a mão em algumas vezes. Fail.

Karine disse...

Kkkkkkkkkkk. Confunde mesmo, normal. E Legolas é uma paixão desde 2001, quando vi o primeiro filme <3.

Karine disse...

Ohhh, O Hobbit não é grande, é um livro médio, tem pouco mais de 300 páginas e uma leitura bem fácil, Agora SdA é mais complexo, só pra quem gosta mesmo.

Karine disse...

Nada, tem muita gente que não gosta, não tem paciência... Normal.

Karine disse...

Kkkkkkkkkkk. Foi engraçado. E ainda saiu do cinema com um boné do filme!

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