"Garras de Grifo", de Leandro Reis

segunda-feira, 23 de março de 2015


Eu não faço o estilo puxa-saco literária, acho que já deu para perceber, né? Os autores que me conhecem sabem que eu só faço resenha se eu realmente gostar do livro, e quando faço, sou bastante sincera, não gosto de tecer apenas elogios. Também não faço resenhas só por ser amiga. Sem mais enrolações, eis o que eu achei de Garras de Grifo.

Eu comprei esse livro na última Bienal do Rio. Fiz o Leandro trazer o livro até o Rio pra mim, só pra mim, porque ele não teria um estande próprio (metida eu? Magina!). Só fui lê-lo depois de muito tempo, não sei porque. Só sei que me arrependo de não ter lido antes. O livro é bom. Muito bom. O livro é excelente, excepcional. Maravilhoso! Não sei mais que adjetivos posso dar. É foda. Pronto, um palavrão. A história é fluida (tanto que o li em poucos dias, e li mais da metade em apenas uma tarde e início de noite, para desespero do meu marido, que me perdeu para Alexia Garras de Grifo por bastantes horas). Os ganchos no final de cada capítulo te prendem de verdade, e às vezes, me faziam voltar e reler o capítulo anterior com aquela expressão de paspalha "WTF??? o que aconteceu aqui, onde foi que eu pisquei, como, quando, por que...?" Preciso falar, também, que a escrita do Leandro está magistral, excelente, ainda melhor do que no Legado Goldshine (nem achei que fosse possível...). Aliás, ver referências à trilogia me deixou emocionada, alegre, triste, contente, me fez rir... Deus, um dos meus personagens favoritos aparece, eu quase chorei de felicidade!!! (OBS: Resenha do Legado Goldshine em breve!)

O livro é sangrento. Muito. Em muitas passagens eu apenas pensava "meu Deus, Leandro, podia ter me poupado desses detalhes sórdidos!". É um show de cabeças arrancadas, membros decepados, tripas espalhadas, corpos cortados ao meio... Tá, parei. Mas, bem, o livro trata de bárbaros, o que eu queria? Engoli a ânsia e segui em frente. Clichês passaram longe também, para quem achou que teria. "Irmãs que passam por altas aventuras e depois aprendem que a amizade e o amor é o que mais importa" só nas chamadas da Sessão da Tarde mesmo, porque a coisa é mais embaixo para Alexia Garras de Grifo e Ingrid Fúria do Grifo. Romance também é coisa que passa MUITO longe, mas não faz falta, por não ser a proposta do livro. 

Enfim, o livro é surpreendente. Porém, preciso dizer duas coisas que não gostei muito. Uma delas já foi dita por outro resenhista: Audwin Nindra aparece muitas vezes como Audrin. Isso me confundiu horrores. Segundo, a capa. Achei muito poluída, totalmente diferente das elegantes capas do Legado Goldshine. Mas isso é muito pouco perto da magnitude da trama, da escrita fluida, do mundo criado por Leandro Reis. E que venham mas livros logo, pelo amor de Radrak!

Minha classificação para esse livro é de  6/6- "Obra-prima".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.

Garras de Grifo. Reis, Leandro. IDEA  Editora, 2012, 320 p.


2 comentários:

Any disse...

Oi, Karine!
Achei a capa muito estranha, mas não costumo julgar o livro pela capa, apesar dela ser a primeira coisa que ti chama a atenção em um livro...
Esse livro parece ser muito bom pra quem gosta do estilo, o que não é o meu caso, pra mim, o livro tem que ter romance, isso é fundamental rsrs!
Espero a resenha do Legado Goldshine.
Bjos!

Amália Teles Machado disse...

Não conhecia o livro, mas depois de ler sobre cabeças arrancadas, corpos cortados ao meio, tripas espalhadas, perdi totalmente a vontade de ler. Não gosto de livros sangrentos.

{Lendo} Dominique

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{Lendo} Daniela