"Liberte Meu Coração" de Meg Cabot

quinta-feira, 26 de março de 2015


... Apenas não faça isso. Venha para casa comigo. Venha para a casa comigo e me ame como eu amo você.

Finnula é a caçula de seis irmãs e um irmão na Inglaterra do século XIII. Enquanto suas irmãs se contentam em fofocar sobre maridos, crianças e afazeres domésticos, Finnula é alvo de comentários maldosos de toda a vila por caçar nos terrenos do conde e por andar por aí em calças de couro justas! 

Mas de repente Finnula se vê envolvida numa complicação sem tamanho... Uma de suas irmãs acabou com o seu dote comprando vestidos e bugigangas, e a única forma em que as duas conseguem pensar para recuperar esse dinheiro é muito pouco usual... Sequestrar um lorde ou um cavaleiro rico que possa pagar um resgate! 

O que ela não esperava é que esse sequestro fosse criar mais problemas do que soluções: o cavaleiro recém-chegado das Cruzadas que é escolhido por Finnula vai acabar se mostrando alguém muito diferente do esperado, e a moça pode acabar tendo que abrir mão do resgate... e de seu coração.

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Liberte Meu Coração tem uma história curiosa. Meg Cabot atribuiu sua autoria a sua personagem mais amada e querida - Mia Thermopolis que sempre sonhou em ser escritora. Um romance repleto de amor, perigo, aventura e sedução. 

Finnula é uma personagem espevitada e precoce para sua época - adora andar de calças por todo o povoado e caçar com seu arco e flecha. Nem sempre suas atitudes são compreendidas, nem quando utiliza suas caças para alimentar os menos favorecidos. Nem sua famílias, irmãs e irmão entendem sua necessidade de ser livre, aliás, eles só querem saber de frivolidades. Ela é cabeça dura e difícil de conquistar, nem quando um abastado conde se rende aos seus pés, ela se deixa seduzir de boa vontade. Teve que ser na marra. E que marraaaaa... E que homemmmmmmmm! Rs!

Para uma pessoa que gosta de caçar, se permitir ser caçada, conquistada por um conde é uma tortura. Principalmente pela forma como Hugo entra em sua vida - ela o sequestra, hábito antigo de seu povoado em que uma jovem sequestra um homem abastado para produzir cerveja ou montar seu dote. Mas Finnula não quer para si, e sim, para sua irmã que gastou tudo em quinquilharias. Hugo é um personagem formidável de muitas formas: alto, forte, musculoso, másculo até o último fio de cabelo e apaixonado. E está cansado de guerras, discussões e disputas.

O prisioneiro beijava de forma excelente, a boca movia-se sobre a dela de um jeito levemente inquisitivo - em hipótese alguma experimental, mas como se estivesse fazendo uma pergunta para a qual somente ela, Finulla, tinha a resposta.

Adoro os romances históricos escritos pela Meg Cabot. Por mim, ela parava de escrever livros teens seja do gênero que for, para se dedicar integralmente aos romances adultos. Ela sabe como conduzir um romance apaixonante e nos fazer sonhar, suspirar e desejar entrar na história para matar a maldita mocinha cabeça dura e roubar aquele homem. Seus personagens em geral são apaixonados e ardentes, mas possuem um senso de moralidade alta e amam acima de tudo suas famílias. Os laços familiares estão sempre acima de qualquer paixão. Além disso, ela mistura um pouco de humor, então, é recorrente rir das atrapalhadas da mocinha. Finnula é uma mistura curiosa de jovem dama deslumbrante com uma moleca metida a Robin Hood. 

Ainda que eu tenha adorado o livro e me divertido muito com as trabalhadas de Finulla (a garota é durona, adora uma briga), eu achei que Meg enrolou muito, além de deixado Hugo um pouco piegas. O cara é másculo, mas bem passional quando se trata de Finnula, chega a ficar bobão. Prefiro os homens mais durões. Rs! Mas, enfim, eu gostei bastante. Agora quero ler A Dama da Ilha, único romance histórico da Cabot que não li. Recomendo todos!


Minha classificação para esse livro é de  4/6- "Muito Bom".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.

Liberte meu coração. Cabot, Meg. Galera Record, 2011, 404 p. 



4 comentários:

Karine disse...

Já gostei dessa garota! Kkkkkkkkk! E adoro a Mia, deve ter sido interessante.

Amália Teles Machado disse...

Adoro romances de época, já li todos que a Meg assina como Patrícia. Acho que esse é o único romance de época da Meg que não li, mas está na minha lista de desejados. E sou super curiosa para ver como ficou essa idéia da Meg de escrever um livro como se fosse a Mia.

Any disse...

Essa frase que você começou a resenha é linda, Nique!
Finnula conquisto minha admiração por ser tão diferente numa época tão tradicional, gosto de mocinhas assim, valentes... Mas em que enrascada ela se mete ao sequestrar o Hugo, hein?! Rsrs.
Nunca li nenhum livro da Meg, mas gosto de livros que nos faz rir.
Também prefiro os homens mais durões, dá mais emoção, não é verdade?! Rsrs.

Bjos!

Karine disse...

Tbm adoro mocinhas valentes e não convencionais! São as minhas preferidas!

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