"O Inferno de Gabriel" de Sylvain Reynard

quinta-feira, 7 de maio de 2015


Sinopse

A salvação de um homem. O despertar da sexualidade de uma mulher. 

Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.

O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.

Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.

Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.

~ ~ ❤ ~ ~

Há muito tempo, eu queria ler O Inferno de Gabriel da Sylvain Reynard. Resolvi finalmente lê-lo, assim que a foi lançado a nova série Noites em Florença da autora aqui no Brasil. Para começar a nova série, eu queria antes conferir o motivo pelo qual a história de Gabriel e Julia eram tão elogiados. Digo de antemão que eu demorei horrores para ler o livro, não que o romance fosse ruim, mas porque ele demora muito a acontecer, em um lenga-lenga sem fim. Ora Gabriel odeia Julia, quer expulsá-la da universidade, ora ele sente uma enorme pena seguida de atração pela pobre moça virginal (estilo Anastásia Steele). Sério! Logo no início da história, pensei: outro Cinquenta Tons? Não mereço ler isso! Mas fui perseverante e continuei a leitura.

Sylvain Reynard conquistou enormes pontos comigo, pois sua escrita é brilhante, detalhada e inteligente. Ela construiu toda a história de Gabriel e Julia em cima do clássico da literatura A Divina Comédia de Dante Aliguieri. A referência aos seus livros é tão grande (Gabriel é especialista em Dante e Julia é sua aluna no mestrado) que me deu vontade de começar a ler A Divina Comédia imediatamente para poder entender melhor o contexto. Ambos são fanáticos pela história de Virgílio e Beatriz e fazem inúmeras alusões a história, inclusive, comparando suas desventuras ao do casal. 

Outro ponto que me chamou atenção foi que Gabriel e Julia possuem uma história anterior a ela ser sua aluna, apesar dele não lembrar dela. Entre tantos romances contemporâneos clichês, Sylvain Reynard criou vários elementos para diferenciá-lo, exceto pelo fato da personagem ser uma completa songamonga, a espera eterna do Gabriel. Foi nessa adoração extrema que a autora me decepcionou. Gabriel coloca Julia e sua virgindade em um pedestal a ponto de não querer tocá-la para não manchar sua honra, para ela não perder sua pureza, pois diferente das outras mulheres, ela merece um tratamento especial que ele não está preparado para dar. Obviamente por Julia ser aluna de Gabriel há um impedimento imediato para impedir que eles se aproximem, pois tanto ele quanto ela teriam muito a perder, grande parte das dúvidas entre eles, eram que não conseguiam ficar longe um do outro, tampouco poderiam correr riscos. E Julia mesmo sabendo dos riscos quer o homem, custe o que custar, mas não abre mão do mimimi "você nunca vai me amar", mimimi "ele não lembra de mim" e ele, por outro lado, acredita piamente de que não merece o amor de ninguém, que tem que padecer no inferno por causa do seu passado nefasto. 

Não sei se eu que sou completamente avessa ao Cinquenta Tons de Cinza, mas tive a impressão de que Sylvain Reynard tentou criar um romance oposto, em que a mulher deve ter um tratamento especial e não ser tratada como um brinquedo sexual - apesar de Gabriel adorar também uns joguinhos.

Enfim preciso ler O Julgamento de Gabriel e A Redenção de Gabriel para poder tirar melhores conclusões sobre a série. Para mim, o livro tem seus prós e contras e talvez o relacionamento deles evolua com o decorrer da série e eu aprecie muito mais. Entretanto, um fato é inquestionável: a escrita da autora é brilhante!


Minha classificação para esse livro é de  3/6- "Bom".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.

O Inferno de Gabriel. Reynard, Sylvain. Editora Arqueiro, 2013, 512 p.



11 comentários:

Emanoelle Souza disse...

achei a resenhe bem interessante, bem eu ja to acostumada com personagens que se julgam nao merecedores de serem amados por causa de seu passado,apesar de nao ter lido 50 tons, ouvi dizer que no livro tambem é assim, pra falar a verdade ja ta meio que chato isso pra mim, e é tao previsivel o fim do livro, mas eu vou dar uma chance para a trilogia e ver se me agrada.

Adriana disse...

Esse tipo de livro não faz muito o tipo de livro q eu gosto mas com a sua resenha até q me despertou um pouco de interesse, talvez eu leia algum dia... Muito boa resenha! :*

Jack Moura disse...

Ja pensei muito se leria ou nao esse livro e no final: desisti! kkkkkkk sei que ele tem um diferencial em relaçao aos outros livro do estilo, mas eu de verdade nao gosto de livros Hot :/ nao me agradam e eu ja tentei kkk nao vou forçar mais.

Karine disse...

Outro 50 Tons? Não, obrigada.
Próximo!
Kkkkkkkkkkkk.

Maisanara F. disse...

Com certeza não vou gostar desse livro. Já não gosto de romances, imagina hot. Bjus.

Luis Carlos disse...

Minha amiga comprou esse livro e disse que não gostou, por isso fiquei com um pé atrás! Após ler a resenha, vi que os dois pés ficaram atrás HAHAHAH Não gosto de livros como esse, por conta de estilo literário mesmo!

Any disse...

Oi, Dominique!
Confesso que nunca me interessei pelas sinopses dessa série, e depois de ler sua resenha e saber que a história é cheia de mimimi e personagens que ficam enrolado pra tomar uma decisão, fiquei mais ainda sem vontade de ler...
Bjos!

brenda amorim disse...

Logo que lançaram eu tive um interesso mas que acabou se perdendo, acho que agora não irei gostar pois odeio quando ficam enrolando, então não pretendo ler esse livro.

Jois Duarte disse...

Tenho os dois primeiros livros, mas sempre tive medo de ler pq as resenhas destacam muito a Divina Comédia. Como não li e não vou ler, tinha medo de que ficasse boiando na história diante das citações. Isso é verdade? E que era uma fanfic de Crepúsculo

Amália Machado disse...

Ainda não li essa trilogia, e confesso que queria ler, mas não estava morrendo de vontade assim. Contudo, sua resenha me desestimulou muito, Dominique, pois me irritam mocinhas cheias de mimimi e songamongas.

Krishna castelo disse...

eu já li a trilogia e simplesmente adorei, é uma historia fantástica, cheia de emoções, tbm já li a trilogia dos cinquenta tons e digo que as historias não se comparam. São bem diferentes.

{Lendo} Dominique

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{Lendo} Daniela