{Séries} Vikings

terça-feira, 18 de agosto de 2015


O nome do blog é "Livros, Filmes e Músicas", mas hoje em dia a gente não pode deixar de falar das séries, que são uma verdadeira febre no mundo inteiro. Confesso que nunca fui muito fã antes, mas já contei por aqui como fiquei viciada em séries, e falei até de algumas que assisti ou estava assistindo na época. Bem, o vício continua, e ficou ainda pior. Sim, porque depois do final de Penny Dreadful e depois que terminei de assistir a Angel, eu fui me meter de ver Vikings. E que merda, caras! Estou COMPLETAMENTE VICIADA! Gente, juro que vou tentar fazer uma resenha calma, equilibrada e sem ataque de fangirlismo, e sem muitos spoilers também. Prometo... Juro que vou tentar. Mas é que eu tô MUITO VICIADA, CARA, ESSA SÉRIE É BOA DEMAIS, EU SONHO COM SAPORRA!

Pôster da primeira temporada.
Vikings é uma série do History Channel, então já saiba que a parada toda tem embasamento histórico (segundo uma amiga historiadora, a série é bem fiel, respeitadas as licenças poéticas). O tema, obviamente, são os vikings, guerreiros escandinavos da Idade Média durante seu auge, chamado de Era Viking. A série começa seguindo os passos de Ragnar Lothbrok (ou Lodbrok), líder viking quase mítico, uma espécie de Rei Arthur escandinavo (meio histórico meio mito) que começa como um simples fazendeiro que, assim como Martin Luther King Jr, tinha um sonho: velejar para o oeste e descobrir o que tinha por lá e os tesouros que poderiam encontrar. Encontrou forte objeção por parte do Earl, uma espécie de chefão tribal (interpretado magnificamente por Gabriel Byrne, numa participação de luxo que lhe rendeu uma indicação ao Emmy) e acabou batendo de frente e fazendo sua própria história. Ao liderar o primeiro ataque à Inglaterra e voltar bem sucedido, começa a fazer fama e não para mais. Nessa temporada somos apresentados aos personagens: o próprio Ragnar e sua família, a esposa Lagertha que é uma shieldmaiden (escudeira) e seus filhos Bjorn e Gyda; seu irmão Rollo (ME POSSUA!) que se ressente por sempre viver à sombra do irmão, inclusive no que diz respeito à cunhada, na qual ele mantém um olho grande; Earl Haraldson e sua esposa Siggy, e os companheiros de Ragnar, com destaque para Floki, maluco beleza que está num nível entre Loki e Coringa, melhor personagem desta temporada na minha opinião com seu jeito doido meio Jack Sparrow. Outro personagem interessantíssimo que aparece e merece uma boa olhada, até porque ganha mais destaque na segunda temporada, é o monge Athelstan (ME ABRAÇA!), que Ragnar leva como escravo depois do ataque ao mosteiro de Lindisfarne. Mas vou falar mais dele adiante.

Pôster da segunda temporada.
Na segunda temporada vemos claramente uma evolução, tanto na história quanto nos personagens. Muita coisa muda também. Vemos a entrada da Princesa parideira Aslaug e do núcleo de Wessex, Inglaterra. Vemos um Rollo muito dúbio, sempre fazendo rollices, e você fica sem saber se pode ou não confiar nele. Lagertha desponta como guerreira feroz e Ragnar cada vez mais ambicioso. E Athelstan se destaca em sua descoberta de um novo mundo: passa de escravo babá dos filhos de Ragnar para homem livre e amigo, e de monge cristão para homem pagão. Suas descobertas da religião pagã, suas dúvidas e seu crescimento como guerreiro são interessantes de se ver, e ele faz a ponte entre a cultura cristã e viking através de seu olhar curioso. Se tornou meu personagem favorito. Nessa segunda temporada também temos um salto no tempo de 4 anos e já conhecemos um Bjorn adolescente. Isso nos dá a primeira mostra de que essa série é sobre vikings e não sobre Ragnar Lothbrok, e isso fica ainda mais claro durante uma das previsões do Seer (espécie de vidente) de que dois de seus filhos serão mais famosos do que o pai (a essa altura Aslaug virou uma parideira profissional e Ragnar rivaliza com Mr. Catra). A direção se mostra excelente ao reunir cenas de batalha viscerais e épicas com momentos importantes, marcantes, totalmente sem diálogo, só com uma música (geralmente muito bem escolhida) ao fundo e tudo filmado em câmera lenta. Essa é uma característica que gostei muito, e temos cenas realmente sangrentas filmadas dessa maneira que acabaram se tornando inesquecíveis na série (como o sacrifício humano aos deuses no templo e a famigerada "águia de sangue").

Terceira temporada.
A terceira temporada ainda não estreou no Netflix, mas como eu não espero e sou uma vadia criminosa dos downloads, já vi todinha. Essa veio mesmo para coroar a série! Travis Fimmel realmente mostrou a que veio, provou, pra quem ainda tinha dúvidas, que é um grande ator e que seu Ragnar é mesmo MITO no sentido mais completo da palavra (o final dessa temporada é tipo, CARALEOOOOO, HAIL KING RAGNAR!). O grande destaque dessa temporada, para mim, foi o Athelstan, pois muito do que aconteceu foi consequência do desenrolar de situações nas quais ele estava envolvido. Sua amizade com Ragnar vira um amor profundo e o ex monge vira o melhor amigo do então rei e única pessoa em quem ele confia. Em alguns momentos duvidamos de sua fidelidade, em outros temos certeza, mas a relação entre viking e cristão é o que há de mais precioso nessa série, e Athelstan vira oficialmente meu personagem preferido. Por causa disso tudo nasce o recalque no coração de Floki e ele se torna muito chato, um fanático religioso com mania de perseguição que acha que tudo é culpa do Athelstan (sério, ficou muito chato o mimimi dele. Seu recalque bate no machado do Priest e volta!) e acaba, por causa desse recalque, fazendo uma merda gigante coisa cuja consequência sobra até para Ragnar. E há uma situação também, por parte do próprio Athelstan, que desencadeia algo que vai ser ainda maior para o futuro da série. Algumas cenas envolvendo de alguma forma o ex monge se mostram das mais lindas e, sim, não vou negar que chorei em uma delas (um diálogo/monólogo de Ragnar sobre o amigo que, pqp, foi de arrepiar a alma. Atuação INCRÍVEL do Travis, texto emocionante...). Muita gente criticou a relação entre os dois, que o rei se mostrou muito fraco perante o monge (e que, por consequência, Floki tinha toda a razão), muita gente shippou os dois loucamente (uma história de amor melhor que Crepúsculo), mas eu achei uma amizade profunda e riquíssima. Sério, me emocionou muito. Essa terceira temporada coroa Ragnar como mito e abre ainda mais os horizontes da série com a invasão da cidade de Paris e cria uma escada ainda mais interessante para a quarta temporada (QUERO PRA ONTEM! Onde é o botão pra entrar em coma até 2016, por favor?)

Athelstan's Journal
Em meados da terceira temporada, o History liberou uma web serie chamada Athelstan's Journal, o diário de Athelstan, que contou com 13 episódios e foi exibida na TV como um episódio à parte da série depois do fatídico episódio 6, Born Again (lágrimas caem no meu teclado nesse momento). Nessa pequena web serie nós revemos boa parte das temporadas anteriores, numa espécie de retrospectiva, na visão do monge, e através de seus olhos e sua voz vemos como ele viu o novo mundo no qual entrou à força e ficou por amor. É muito bom para relembrar, matar as saudades do começo, mas também é ruim porque te dá uma puta vontade de rever.

Multiplica, Odin!
Eu nem preciso dizer o quanto recomendo Vikings. Aí em cima tem um bom motivo e ele se chama Rollo. Se você, pessoa que gosta de homem, não se fizer nessa série cheia de homens barbudos sem camisa, selvagens cobertos de sangue QUE DELÍCIA, ODIN!, então você tem probleminha. Tem bofe pra todos os gostos! Embora eu tenha uma quedinha pelo Athelstan que vai além da beleza (ele é uma gracinha, vai), é do Rollo que elas gostam mais, apesar de que é quase impossível ficar imune aos olhos azuis de Ragnar. E se você é uma pessoa que gosta de mulé, duvido não se derreter pela Lagertha (sou hétero, mas pqp, essa mulher desconhece os limites da beleza!), além de linda uma guerreira feroz, ou pela beleza exótica de Aslaug. E se você é uma pessoa que gosta de história, ou de batalhas, ou de vikings, ou da cultura nórdica como um todo, é um prato cheíssimo!


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