"Mansfield Park" de Jane Austen

sábado, 12 de novembro de 2016

"Uma mulher envolvida é sempre mais agradável do que uma desprendida. Ela está satisfeita consigo mesma. Suas preocupações são mais, e ela sente que pode exercer todos os seus poderes de agradar sem suspeita. Tudo está seguro com uma senhora empenhada; nenhum dano pode ser feito ".
Jane Austen foi a primeira autora pela qual me interessei. Tinha lido um ou dois livros por vontade própria antes de ler Orgulho & Preconceito e até então não tinha me interessado em ler outras obras da mesma autora. Até que li a obra mais famosa dela.

Somente ano passado eu decidi pegar Mansfield Park para ler, afinal de contas, um livro clássico exige um tipo de comprometimento diferente de outros livros. É sempre bom levar em conta o momento em que ele foi escrito e onde o autor morava, para ter uma boa ideia do contexto. Prestem atenção, ok? Contexto. Porque daqui a pouco as coisas vão ficar um pouquinho estranhas.

Enfim, vamos à história.

Existiam três irmãs. Uma delas casou com um cara rico (Contexto aqui é: naquela época, pra uma mulher ser rica, tinha que se casar com um homem rico) e passou a ser a Lady Bertram. A segunda casou com um homem rico, mas não tão rico quanto o marido da irmã Bertram, essa é a Mrs. Norris (ela é chata, ok?). E por último, temos a Mrs. Price que casou com um cara pobre, o que fez com que ela fosse excluída da vida das outras duas, afinal de contas não dá para se manter contato com alguém que não consegue comprar vestidos da mesma qualidade que os seus.

Tudo bem, elas ainda mantinham contato, mas apenas à distância. Por cartas. E um belo dia, Mrs. Norris (a chata) diz para a Lady Bertram que elas podiam chamar a filha mais velha da irmã pobre para ir morar com elas, dessa forma estariam fazendo uma grande bondade para com a menina, que teria uma educação boa e contatinhos da alta sociedade. Lindo, não? Você deve estar pensando: “Mas, Julia. Ela está fazendo uma coisa boa para a sobrinha, porque ela é chata?”

Vou dizer o porquê. Essa mulher faz o que faz, e quando a Fanny Price chega em Mansfield Park, que é o nome da casa da tia (Sim, naquela época as casas tinham nomes. Tipo edifício hoje em dia. Edifício Flamboyant. Não conheço nenhum com esse nome, mas deve existir.), sabe o que a Mrs. Norris faz? Ela diz pra todo mundo que, apesar da Fanny ser da família e estar ali para conviver com pessoas melhores, ela ainda não é do mesmo nível que eles, portanto deve ser tratada como inferior.
Por esse motivo, Fanny não consegue se sentir como se fizesse parte de nenhuma das famílias. E como se essa crise existencial já não fosse o suficiente, a bicha se apaixona pelo primo.

Vou relembrar aqui a parte do contexto. Naquela época era normal as pessoas se casarem com seus primos. Exemplo? Rainha Vitória do Reino Unido. Casou com o primo e teve uma penca de criança.
Mas voltando.

Fanny se apaixona, e tenho a impressão de que ela devia ser de Peixes porque ela só se ferra.

O livro vai contando como ela cresce, se transforma em mulher, conhece coisas novas, se apaixona pelo primo, faz sua primeira amiga. Eu, particularmente, gostei muito de ler o livro e gostei muito das controvérsias que são mostradas a cada virar de página. Os livros da Jane Austen são sempre cheios de críticas sociais sobre o tempo em que viveu, e eu super recomendo ler qualquer um deles.


Minha classificação para esse livro é de  5/6- "Excelente".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.
Mansfield Park, Austen, Jane. Penguin Companhia, 2014, 608p.


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