"Prince of Thorns" de Mark Lawrence

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016



“No fim das contas, é como se fôssemos apenas brinquedos, fáceis de quebrar e difíceis de consertar.”


Olá, pessoas.

Estou aqui para mais uma resenha. Nesse quadro, venho falar com vocês sobre algum livro que eu tive tempo de ler, de alguma forma consegui terminar, e depois arranjei mais um tempo pra escrever a resenha. Agora que vocês sabem como será nossa experiência, vamos ao que interessa.

Prince of Thorns.

“Uui, nome em inglês. Não traduziram. Aike chique, aike moderno, aike tendência, aike bilíngue, aike viajado, aike tudo.”

“Um homem sem medo não sabe o amigo que está perdendo, Jorg.”

Pois é. O livro fala sobre um príncipe, o Príncipe dos Espinhos (Prince of Thorns significa isso, pra quem tava com preguiça de abrir o Google Tradutor).

O garoto presencia uma cena traumática quando era bem novo, ai quatro anos depois, com catorze anos, ele se acha o homão. O adulto. Nunca pagou um boleto na vida, nunca perdeu o sono pensando naquela fatura que talvez fosse ser o motivo do seu nome entrar pro SPC, tem menos bigode que eu, e se acha um homem adulto. Valeu, parça. Parabéns. Você quer um doce?

“É o silêncio que me apavora. A página em branco na qual posso escrever meus medos”

Enfim, vocês já devem ter percebido que não gostei muito do livro.

Por que, vocês perguntam. Eu direi o porque.

O negócio é o seguinte. O livro tem tudo pra dar certo. Seguimos um personagem com sede de vingança pelo que foi feito com sua família (lembra da cena traumática?), ai ele consegue a confiança de um monte de criminoso, matador, brucutus e os carai de asa. Ai ele sai numa missão, e a história se desenvolve a partir daí.

Mas o problema é que a história parece não fazer sentido. A narrativa parece ficar arrastada em momentos que devia ser mais dinâmica, e muito rápida em partes que precisavam de maior explicação. O livro é basicamente um diário de um moleque de catorze anos com complexo de grandeza.

Porém, contudo, entretanto... O livro não é de todo o mal. Existem partes muito bem escritas e a ideia da história é muito boa, eu só achei que não foi muito bem explicada. Em vários momentos do livro eu me perguntei o que estava acontecendo, porque muita coisa acontecia sem explicação.

“Existe o amor pelas coisas, pelo poder, conforto, sexo e existe o que os homens estão dispostos a fazer para satisfazer tais desejos.”

Apesar do livro explicar mais ou menos no final o porque algumas coisas aconteciam do nada, vários acontecimentos continuam sem explicação e aparentemente sem nenhum motivo significativo para a história. Ao invés disso servir como algo que me faça querer comprar o segundo livro para ver se as respostas para as minhas perguntas estão lá, o efeito que tem sobre mim é exatamente o contrário, pois a leitura foi tão maçante (levei quase o ano inteiro pra ler o bendito livro) que perdi completamente a vontade de ler ele.

Outra coisa, para uma história que está sendo narrada em primeira pessoa, num diário, existem muitas descrições de cenários, personagens e tudo ao redor, mas pouquíssima análise em cima do personagem principal e do modo como ele pensa ou como se sente. Não consegui gostar dele, não achei ele carismático o suficiente.

Mas enfim, como disse antes, não é tudo ruim. A criação de personalidades é bem interessante, sendo o meu preferido o Nubano. Um personagem secundário que tem convicções religiosas fortes, que em poucas frases é capaz de demonstrar quem ele é e como pensa.

Outra coisa maravilhosa desse livro é a edição.

Para quem não conhece a Darkside, é uma editora que tem como objetivo principal publicar livros de fantasia e terror. É também uma editora que faz um trabalho lindo de edição dos livros. Desde a arte da capa, até os pequenos detalhes nas páginas do livro. É aquele tipo de livro que dá vontade de segurar. (Lembrando que não se julga um livro pela capa, afinal se o livro fosse tão bom quanto a capa é bonita, eu teria uma opinião diferente. Mas é sempre bom olhar pra uma capa bonita, me julguem.)

Resumindo, eu não recomendaria esse livro. Mas, como sempre digo, cada um tem que ter sua própria opinião sobre as coisas. Então, quem quiser ler, vai lá. Depois me conta o que achou.


Minha classificação para esse livro é de  2/6- "Ruim".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.
Prince of Thorns. Lawrence, Mark. Editora Darkside, 2013, 364 p.




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