"Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", de J. K. Rowling

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

“Você acha que os mortos que amamos realmente nos deixam? Você acha que não nos lembramos deles ainda mais claramente em momentos de grandes dificuldades? O seu pai vive em você, Harry, e se revela mais claramente quando você precisa dele.”
Esse livro me destruiu.

Estou eu em casa, me recuperando da caminhada no calor pra ir buscar o livro na casa da minha amiga já que eu não tenho nenhum dos livro de HP, inclusive to aceitando de presente e resolvo começar a leitura.

Lembrando que esse é o terceiro livro da saga, portanto, se você não leu e não quer spoilers... Já sabe né? Vaza. Ou vai ler minhas duas resenhas sobre os dois primeiros livros.

        

Nesse livro, como todos os outros, você começa acompanhando Harry nas suas férias com os porres dos Dursley. Porém, Harry se descontrola e sai de casa, cata um ônibus e cria um alvoroço gigantesco no mundo da magia, afinal de contas precisamos proteger o menino que sobreviveu ao ataque de um bruxo das trevas poderosíssimo quando nem sequer sabia andar. Mas ai você pensa, “por que tava todo mundo louco pra manter o Harry em segurança?” Bom, porque um bruxo perigoso fugiu de Azkaban e todo mundo pareceu acreditar que ele iria diretamente até o Harry. Harry é um símbolo de esperança na comunidade dos bruxos, porque “derrotou” Voldemort. Ele precisa ser protegido, pois dá esperança aos outros. Sua imagem, sua sobrevivência, remete ao fim da escuridão, a uma vida melhor. Ele é tipo a Katniss.

Adendo: Azkaban é a prisão mágica.

A história se desenrola em mais um ano escolar em Hogwarts, envolvendo o tal do prisioneiro.

O livro, assim como os outros dois, é super bem amarrado. Conhecemos personagens novos e é cheio de pequenas dicas que a autora deixa para que você consiga desvendar a verdade, já que nada é o que parece. Eu confesso que não descobri exatamente o que aconteceria, mas eu estava bem próxima de descobrir. Minha linha de pensamento estava no caminho certo.

Enfim, foi um livro que eu li super rápido, que eu terminei as últimas 200 páginas faltando 1h30 pra virar o ano. Eu amei, e foi meu preferido de Harry Potter até então.

Ok. Agora que já tiramos isso do caminho, acho válido eu colocar em prática algo que eu já tinha pensado em fazer por algum tempo. Começa agora a Zona de Spoilers.

A partir daqui, eu vou é falar, reclamar, chorar e gritar sobre algumas coisas que eu li e que preciso expressar.

Então tá certo, né?

Todo mundo ciente que daqui em diante toma spoiler?

Todo mundo pronto?

Então bora.

Primeiro de tudo, tava bem claro que o Sirius não era criminoso nenhum, né non? Foi o que eu falei antes, nada é o que parece nesses livros.

Agora assim, precisamos falar sobre o Snape. Gostei muito de ter conhecido melhor a história dele, de entender porque ele não gosta do Harry e entender porque ele é tão rancoroso. É um personagem que eu tenho certeza que eu iria odiar se conhecesse pessoalmente, mas que consigo entender o lado dele.

Pedro é um belo de um filho da puta. Tenho dito.

Uma das coisas que eu mais lembrava dos filmes de HP, que eu vi há muuuuuuuito tempo e que eu não lembro de quase nada a não ser pequenas imagens, é o Mapa do Maroto. Eita coisa boa pra se ter. Já pensou ter um mapa desse da sua cidade? Saber exatamente quando sua mãe tá voltando pra casa pra você sair correndo lavar a louça que você esqueceu na pia? Delícia.

Falando dos Marotos. Sim, Sirius é amor, Sirius é vida. Mas meu favorito é o Lupin. Inclusive, Dumbledore, traz o Lupin de volta, pelamordedeus. Melhor professor. RIDDIKULUS!

Tá. Agora vamos pra parte que interessa. Sirius Black.

Pensa que merda, você amar seu amigo como um irmão. Aí você perde seu amigo e ainda é jogado numa prisão acusado de ser responsável pela morte dele, sabendo que o seu afilhado tá por aí morando com sabe-se lá quem. Aí você foge. Encontra o moleque, explica tudo, e sua única fonte que poderia ter te livrado da prisão, foge. Pedro, maldito.

Mas a parte que me destruiu... as partes, porque foram duas.

Primeiro, quando Sirius chamou Harry pra morar com ele. Sem brincadeira, eu já tava começando a chorar ali. Aí depois o Sirius quase morre. Eu já não tava legal. Aí me falam que o Sirius vai receber o beijo do dementador. Eu chorei e não foi pouco.

Eu gosto muito do Sirius, porque ele acabou sendo um personagem carismático muito rápido, porém funcionou.

Enfim, eu virei meu ano fritando batata e chorando depois de ter lido o livro enquanto carregava o filme pra assistir.

2017 começou bem.

Espero que tenham gostado, porque pretendo continuar com a Zona de Spoilers por motivos de: preciso me expressar.


Minha classificação para esse livro é de  5/6- "Excelente".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Rowling, J.K.. Rocco, 2007, 348 p. 

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