{Séries} "Supergirl - 1ª temporada", CBS (2015)

quinta-feira, 16 de março de 2017


Todo mundo conhece o Superman, né? O cara que voa, que trabalha num jornal e se disfarça colocando um óculos na cara e ninguém o reconhece, que usa a cueca por cima da calça e tal. Vários filmes já foram feitos e o personagem foi imortalizado pelo inesquecível homão da porra Christopher Reeve, já virou série nos anos 90, já mostraram até a adolescência dele em Smallville (quem passava as tardes de domingo assistindo no SBT e cantando SAMBARI SEEEEEEEEIVEMEEEEE me add). Agora a Supergirl ainda não tinha ganhado assim uma série só dela de importância. Por isso nós dizemos AMÉM CBS E WARNER! 

A parada é simples: Kara Jor-El foi enfiada numa nave e jogada no espaço assim que seu planeta natal, Krypton, começou a se destruir. Ela foi enviada à Terra junto com seu primo que era só um bebezinho, para tomar conta dele, cuidar, instruir nos paranauês kryptonianos e tals. Só que a nave da garota (interpretada pela fofíssima Malina Weissman, antes de ser a Violet Baudelaire em Desventuras em Série) fica presa na Zona Fantasma e quando chega na Terra já se passaram vários anos, seu primo já cresceu, já é um adulto, já é o famoso Superman e já sai por aí salvando pessoas enquanto ela ainda é uma garota, ou seja, seu priminho não precisa mais dela. Ele a resgata, a entrega para uma família, os Danvers (Dean Cain, também conhecido como o cara que interpretou o Superman em Lois & Clark, só que agora na versão velho e fora de forma, faz o papai Danvers). Kara vive uma vida normal, controlando os novos poderes que recebeu por causa do "sol amarelo" da Terra e segue o fluxo. Até que um dia, um acidente com o avião no qual sua irmã está sofre um acidente e ela acaba salvando o dia na frente das câmeras, sendo obrigada a se assumir. A partir daí decide fazer alguma coisa pra agradar a Deus e vai ser uma heroína. Vários personagens conhecidos dos quadrinhos da DC aparecem, alguns vilões e Kara vai aprendendo a ser uma super heroína na marra, ajudada por sua irmã e seus amigos, Winn e James Olsen.


Supergirl é uma série fofinha, bem colorida, levinha, cheia de humor e a carinha de anjo de Melissa Benoist, no papel-título só faz encher ainda mais a tela de fofura. Também é uma série com boa dose de empoderamento feminino, com personagens femininas fortes: além de Kara temos sua irmã Alex, agente fodona do DEO; Cat Grant, melhor pessoa, um destaque na trama com seu jeitão Miranda Priestly de "O Diabo Veste Prada", dona e proprietária da empresa CatCo Media e algumas vilãs cheias de personalidade. A própria protagonista é cheia de atitude e quando resolve fazer alguma coisa, tipo salvar o mundo, ninguém segura. Kara é das minhas: enquanto Clark Kent demora 20 temporadas pra contar pra melhor amiga que é um ET, Kara simplesmente leva o BFF pro telhado do trabalho deles e voa na frente dele no PRIMEIRO FUCKING EPISÓDIO! Gosto assim, sem mimimi, sem enrolação #AmémKara. Há uma tentativa de romance, mas não rola; tentam outro romance, mas só rola friendzone. Tentam até empurrar um shipp com o Barry Allen, o famoso Flash, que aparece em um crossover muito legal no episódio 18. Só que a química infelizmente (ou felizmente, pra mim, porque pra que romance, bicho, foca na história!) não funciona: Winn é alívio cômico, não mocinho, e James Olsen é... Bem, é James Olsen, personagem que você não sabe bem pra que está lá, mas ele está. Só não tentaram juntar a Kara com o J'onn J'onzz, meu marciano favorito, melhor pessoa SIM, AMO FORTE, MELHOR PERSONAGEM. 


Pra quem é fã dos quadrinhos da DC é legal ver os personagens e situações sob um novo prisma, depois de tantas adaptações; pra quem não é (como eu, que da DC só conheço os desenhos da Liga da Justiça no Bom Dia & Cia) a série vale como um bom entretenimento para as tardes preguiçosas (calma, eu não disse que é ruim, é bem boa, só não é aquela obra de arte que te deixa pensando pelo resto do dia deitada em posição fetal). Embora o traje comportado e sem super sexualização desnecessária da protagonista seja mais inspirado pelos novos filmes do Superman do Cavill (mais escuro, sem a cueca por cima da calça e menos azul e vermelho berrante), o tom da trama é mais leve e colorido, fugindo dos novos longas sombrios e contemplativos do Homem de Aço e se aproximando mais da vibe herói teen de Flash. Dá pra ver lindo e feliz em família. A primeira temporada está disponível na Netflix legendada e dublada e a segunda está sendo exibida às segundas-feiras agora pelo canal The CW, o mesmo de Flash Arrow. Uma dica para a segunda temporada: Superman aparece nos dois primeiros episódios e é simplesmente SENSACIONAL e há um super crossover no meio da temporada junto com Flash, Arrow e Legends of Tomorrow. E ainda há previsão para mais um crossover até o final da temporada, com o Flash mais uma vez, porém um episódio MUSICAL! Ou seja, aproveita logo pra maratonar a primeira e ver a segunda que tá arrasando.


Minha classificação para essa série é de  3/6- "Boa".
Veja a cotação da série no IMDb e a opinião de outros espectadores.



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