"Espada de Vidro - A Rainha Vermelha #2", de Victoria Aveyard

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Sou uma arma feita de carne, uma espada coberta de pele. Nasci para matar um rei, para acabar com um reino de terror antes mesmo de começar pra valer. (...) Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar".
Não vou enrolar, não. Minha resenha do primeiro livro da série tá aqui, ó se você quiser ler a sinopse da história e o que eu achei do primeiro volume da história de Mare Barrow. Vamos ser práticas. Nessa continuação, Mare segue atrás de sua listinha de pessoas especiais como ela para tentar acabar com a guerra contra aquele FILHO DE UMA PUTA que é o príncipe Maven (se você está lendo esta resenha é porque leu o primeiro livro, né? Então isso não é spoiler). Aí ela se junta com o Cal, o príncipe renegado, com a Capitã Farley, seu irmão Shade, o Kilorn e vão na fé pelo país atrás dos sanguenovos que podem fazer a diferença no futuro para derrubar o tirano desgraçado e sua mãe. Se você leu a minha resenha do primeiro livro, então você sabe que eu AMEI e não sabia nem dizer porquê, só que a trama era tão envolvente que me prendeu de uma maneira que não sosseguei enquanto não terminei de ler no dia 31 de dezembro de 2015. Mas esse volume aqui me fez enrolar por uns bons dois meses.

Não sei se o problema talvez tenha sido eu, que enrolei demais, vi série demais, fiquei no Facebook demais... Não sei. Só sei que até minha mãe estranhou minha demora em ler "aquele livro azul" que ficou rolando pela casa por um tempão sem que eu terminasse e dizia ter certeza que eu estava odiando, porque ela sabe que quando gosto acabo rápido (inclusive, curiosidade, quando estava quase no final, um dia, encontrei no metrô uma menina que estava lendo ele. Maior coincidência. Quando contei pra minha mãe ela questionou se eu não perguntei pra menina se ela tava gostando, porque eu obviamente não estava. É mole?) Eu achei o livro muito grande. A novidade da trama já tinha passado, a questão toda dos vermelhos e prateados já tinha sido apresentada e a grande reviravolta do final do primeiro já deixou tudo preto no branco, vilões e mocinhos, o que tirou um pouco da graça. A busca pelos sanguenovos foi interessante e movimentou a trama, com a apresentação das novas pessoas com poderes, o que me fez achar que estava lendo um gibi dos X-Men (coisa que nunca fiz, mas, enfim), mas isso tudo ficou um pouco perdido e apagado diante das lamentações de Mare Barrow.

Vou tirar um parágrafo todo pra falar das Lamentações de Mare Barrow. Essa menina me decepcionou, bicho. Ela já tinha entrado na minha lista de "mocinhas fodonas que eu respeito" por não ser mimizenta, por ser do tipo TÔ DENTRO, VAMBORA sem pensar duas vezes, sem reclamar. Claro que a bichinha passou por muita coisa, mas ela dá uns close errados que irritam demais. A começar por insistir em não dar ideia pro Cal quando tá na cara que os dois se amam. PORRA, MARE! PEGA LOGO ESSE PRÍNCIPE DELÍCIA, CARA! Eu sou chata com romance, tipo, muito chata, mas se tem uma coisa que me irrita profundamente é quando um casal se ama e fica de mimimi. Gosto de gente que vai e se pega e não tá nem aí pra cara da sociedade, que ri da cara do perigo, gosto de putaria, gosto de sentimento! E nada de triângulo amoroso (amém a isso, pelo menos, tadinho do Kilorn, mas, sim, amém). O negócio é que a Mare fica tão obcecada com sua busca que acaba ficando psicótica, chata, egocêntrica e como a narrativa é em primeira pessoa, temos que nos conformar em ler quase 500 fucking páginas de Mare dizendo o quanto a vida dela é uma merda, que ela não tinha que estar ali, como ela é uma mártir sofredora que não pode nem se apaixonar, tadinha, PUTAQUEOPARIU, MANO! Sério, é chato. Até que aparece uma personagem maravilhosa chamada Cameron que dá uns sacodes nela e a faz ver o outro lado, porque até então ela era a coitadinha guerreira mártir, mas não era bem assim que as outras pessoas a viam, mas aí já era tarde demais, já tinha cansado do livro e deixado de lado pra ler as Crônicas Saxônicas. Dessa vez não teve plot twist no final (fiquei esperando um especialmente, mas não rolou); aliás, teve uma morte que foi tão fácil, mas TÃO RIDICULAMENTE FÁCIL e que não foi nem mostrada, que só fiquei esperando uma grande revelação no final e ela não veio. Ainda espero que venha no último livro, porque não pode ter sido assim, bicho. 

Tem pontos positivos também, claro. O livro é super movimentado, não cai no marasmo nunca, não te deixa desanimado, sempre tem ação. Tudo isso que citei fica mais na parte psicológica da Mare, porque no resto do tempo tem ação, tem pancadaria, tem poderes sendo usados, tem príncipe delícia sendo gostosão ardente, tem um vilão com V maiúsculo, tem novos personagens pra movimentar (Nanny, eu escolhi te amar!) e aquela escrita redondinha e perfeita da Victoria Aveyard. Então, não deixe minha resenha amarga te desanimar, se você curtiu o primeiro livro, leia esse também, e se já leu, me conta o que achou. Confesso que estou ansiosa pra ler o terceiro (viu, não é tão ruim assim) e ver mais Maven sendo filho da puta, porque se tem um filho da puta nesse mundo de Norta, esse alguém é o Maven, maior desgraçado e peste que eu não respeito. Só espero que, apesar das circunstâncias do final, a Mare volte a ser a fucking protagonista badass que ela era no primeiro livro.


Minha classificação para esse livro é de  3/6- "Bom".
Veja a cotação do livro no SKOOB e a opinião de outros leitores.

Espada de Vidro - A Rainha Vermelha #2. Aveyard, Victoria. Editora Seguinte, 2016, 496 p.


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